X-Men: A hora de voltar a lê-los!

Antonio Teodoro 10/10/2018

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Se você (assim como eu) havia abandonado a HQ dos filhos do átomo e estava questionando qual o momento ideal para voltar, boas notícias: o momento é agora!

Sim, chegou às bancas X-Men nº 20 e com ela a nova fase da equipe, ou melhor, DAS equipes mutantes no Brasil.

Esse número 20 traz as primeiras aventuras (nºs 1 e 2) da equipe Dourada e Azul, como serão classificados os X-times a partir de agora. E se por acaso “rolou” um “Deja vu” com esses nomes, NÃO  é uma mera coincidência, os pupilos de Xavier já se dividiram assim no longínquo início dos anos 90. É claro que naquela época os times eram um pouco diferentes. Sob a batuta de Chris Claremont e Jim Lee, a equipe Dourada era composta por Tempestade, Jean Grey, Anjo, Homem de Gelo, Colossus e Bishop. Agora a mesma nos é apresentada na capa: Kitty Pryde (como a nova líder dos X-Men), Tempestade, Colossus (repararam que eles estavam na antiga formação também), Noturno, Velho Logan e “Prestígio” ( êta nome desgraçado que arrumaram para a Rachel Summers).

A equipe Azul que no passado fora formada por Ciclope, Vampira, Gambit, Fera, Wolverine, Psylocke e Jubileu conta agora com os X-Men originais ( Ciclope, Jean Grey, Anjo, Fera e Homem de gelo ainda adolescentes) que foram arrancados de sua linha temporal pelo Fera adulto.  A equipe criativa do time Dourado é composta por Marc Guggenheim nos roteiros e do Ardian Syaf nos desenhos ( que só permaneceu por três edições). E aqui vamos abrir um parêntese (e dos grandes) quando nos referimos ao desenhista dessa formação nessa época. Tudo porque Syaf causou uma grande confusão e se tornou alvo de uma das maiores polêmicas no meio dos quadrinhos lá nos E.U.A. Sem o conhecimento da Marvel, Syaf inseriu referências político-religiosas nas páginas da nº 01 que tinham cunho antissemita e anticristão. Na fachada de um prédio ele colocou o número 212 e na página posterior, na camisa do Colossus, as letras e números QS 5:51. Quando a revista saiu, foi descoberto que o 212 fazia alusão ao maior protesto já organizado por mulçumanos conservadores em Jacarta (Indonésia) contra o governador (cristão) da época Basuki Purnama. Esse protesto aconteceu em 02/12/2016 e Syaf, que é mulçumano conservador,  participou dele. O QS 5:51 é um verso do Alcorão que numa versão diz:” Ó fiéis, não tomeis por amigos os judeus nem os cristãos, que sejam amigos entre si”. Ao ser descoberto, Syaf confirmou as tais referências e ao ser sumariamente demitido da Marvel, afirmou num post que posteriormente foi apagado no Facebook que sua carreira havia acabado. Syaf foi substituído provisoriamente por R.B. Silva. E suas inserções foram apagadas nas reimpressões da história. Menos conturbada foi a estreia da equipe Azul que contou com Cullen Bunn no argumento e Jorge Molina e Matteo Buffagni nos pincéis.

A edição nº 20 com o início das duas turmas cumpre bem o seu papel que é divertir sem muito compromisso. É a tentativa da Marvel de “voltar ao básico” com os mutantes, embora esse básico envolva o ódio racial, grandes aventuras, vilões clássicos repaginados, novas formações com antigos personagens e interlúdios “enigmáticos” para as próximas histórias. Portanto, se você estava com saudades de ler X-Men, dê-se uma chance de reencontrar esses personagens tão queridos por todos nós!

X-Men nº 20

108 páginas

R$ 16,90 Nas bancas.

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