The Sinner (2ª temporada) – Resenha

Thais Costa 10/29/2018

A primeira temporada de The Sinner foi sem sombra de dúvidas um grande sucesso, rendendo indicações a vários prêmios. Vimos Cora Tanetti (Jessica Biel) de uma mãe e dona de casa dedicada se tornar uma assassina em uma fração de segundos (não é spoiler, isso acontece nos primeiros 10 minutos do episódio piloto) e ser desvendado todo o mistério que a levou a isso, foi um grande suspense dos últimos tempos que podemos apreciar. Rendendo uma série de indicações para as principais premiações da TV, destaque em especial para Jessica que recebeu uma enxurrada de elogios e com razão.

Grande parte das pessoas acham que a série é uma produção Netflix, mas não! A Neflix apenas é a distribuidora no Brasil. A série é produzida pelo canal americano USA Network. A princípio a ideia era de ser uma minissérie, mas o sucesso foi tão estrondoso, que eles resolveram fazer uma segunda temporada, tornando a série uma antologia. Logo assim, a segunda temporada abordaria outro enredo, sem relação nenhuma com a primeira temporada.

Recentemente foi ao ar o último episódio da segunda temporada nos Estados Unidos, e já adianto que a temporada conseguiu manter o mesmo suspense da primeira. Dessa vez, o personagem de destaque foi o Detevive Harry Ambrose (Bill Pullman), que ajudou a desvendar a motivação do crime da temporada anterior. Agora ele é o protagonista, que precisa voltar a sua cidade natal, na zona rural de Nova York, para ajudar na investigação de um crime inquietante e aparentemente tenebroso, onde uma criança de 11 anos assassina seus pais, sem motivo aparente.

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A temporada começa bem, os personagens são bem introduzidos, a cada episódio o clima de suspense é alimentado com fatores adicionais na narrativa, assim como a trilha sonora que ajuda a dar o tom em grande parte dos episódios. Somos apresentados a Julian (Elisha Henig) e aos seus “pais”. Logo, vimos ele cometendo os assassinatos, e nos perguntamos por que ele fez isso? A mesma inquietação faz com que o detetive Ambrose fique na cidade, que traz para ele más recordações de seu passado com sua mãe, onde nos leva a perceber de onde surgiu os traumas da sua vida. Essa temporada nos leva a prestar mais atenção no detetive Ambrose, e nos faz pensar em vários momentos como ele. De cara, ele percebe que tem algo estranho na história e começa a escavar tudo que pode vir a tona.

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Além de contar a história de Ambrose e Julian, a série em paralelo, conta a vida de alguns personagens daquela pacata cidade. Conhecemos a detetive Heather Novack (Natalie Paul) e a Marin (Hannah Gross). Elas eram amigas de longa data e desenvolveram um romance, só que não teve um final feliz. Ambas estavam em momentos diferentes e fizeram escolhas diferentes. Aparentemente, a série vai contando essa parte do enredo aos poucos, até tudo ir se cruzando com a vida de Julian.

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Nessa cidade havia uma comunidade isolada no meio da floresta, que é uma espécie de culto religioso e nem as próprias pessoas da cidade sabem informar exatamente o que de fato ocorre lá dentro. As pessoas dessa comunidade se comportam de forma estranha, e somos apresentados a Vera Walker (Carrie Coon) que é a líder atual dessa comunidade e que se apresenta como mãe de Julian. Ambrose então começa a investigar a vida do menino e como ele foi criado, aparentemente em uma realidade totalmente diferente do que se é esperada para uma criança. Nessa temporada é trabalhada uma atmosfera mística, com direito a cenas bizarras do que seria um culto religioso e sonhos angustiantes.

A cada episódio os personagens vão mostrando mais camadas e o enredo vai ganhando profundidade, ao mesmo tempo que nos desperta mais e mais a curiosidade em saber todos os rumos da história. Além disso, é mostrada uma fragilidade de Ambrose ao se deparar com certas questões de seu passado e que a antagonista da temporada Vera, usa para tentar tirá-lo do foco de descobrir quem é Julian, o que o motivou a cometer os assassinatos e qual o papel de Vera nisso tudo.

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O roteiro é bem escrito, tem um direcionamento certo, nos faz desconfiar de várias vertentes ou versões, ao mesmo tempo que faz todo personagem ser suspeito de alguma coisa, porém faz o público ficar inquieto e criar quase uma tese para o desfecho. Só que o final é bem mais simples do que o público imagina. Não vou dizer que o final é ruim, mas com toda as inquietações e fichas apostadas, confesso que fiquei um pouco frustrada com o final óbvio para alguns mistérios apresentados ao longo da temporada.

Não podemos negar as ótimas atuações que tiveram essa temporada, entre elas a Carrie Coon que transita entre a doçura e vilanice de um segundo para o outro. Assim como o Bill Pullman que é uma das maravilhas dessa série. Ainda destacamos a cenografia e ambientação de ótima qualidade. O tom sombrio, frio e místico foram os pontos altos dessa temporada, alimentando o suspense nesse thriller psicológico.

A série ainda não tem uma data definida de estreia no Brasil, mas deve chegar na Netflix em outubro. Então fica ligado e corre para assistir.

 

Nota: 8 Xícaras.

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