Super Drags – Animação adulta da Netflix (Crítica) – 1ª temporada.

Thais Costa 11/23/2018

Estreou no dia 9 de novembro de 2018 a mais nova animação da Netflix, Super Drags. A série de animação adulta brasileira, criada por Anderson Mahanski, Fernando Mendonça e Paulo Lescaut. Produzida pelo Combo Estúdio, a série acompanha as aventuras da vida de Donizete, Ralph e Patrick, que são amigos e trabalham em uma loja de departamentos, mas que se montam em três heroínas, chamadas:  Scarlet Carmesim, Safira Cyan e Lemon Chifon, as Super Drags.

Netflix-Divulgação

Antes de estrear a série foi rodeada por várias polêmicas, muitos afirmavam que o conteúdo não era apropriado para as crianças, que iria afetá-las de alguma forma. Teve até abaixo-assinado para cancelamento da animação antes da estreia. Diante disso tudo a Netflix se pronunciou inteligentemente, alertando que a censura seria para 16 anos e que fica a cargo dos pais controlarem o que os seus filhos devem ver ou não, uma jogada de mestre, diante dessa onda conservadora crescente nos últimos tempos. Toda essa polêmica serviu para aumentar a expectativa do público para a estreia do conteúdo no streaming.

Ao começar a assistir você relembra automaticamente das meninas super poderosas, eles fazem muitas referências. A série é cheia de excessos de memes e frases do dialeto LGBT, o que é bem interessante que leva para o lado do humor e ao mesmo tempo, tenta levantar questões do mundo gay.

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É fácil identificar os personagens da animação com alguns da vida real e da internet, houve participação por exemplo da “grávida de Taubaté”, assim como outros. Além disso, os personagens principais você sente uma sutileza na comparação em relação as atitudes de algumas personalidades do mundo real.

A animação é divertida e leve, ao mesmo tempo que em cada episódio levanta questões pertinentes sobre preconceito, bullying, tendo um episódio até que mostra uma clínica que se diz capaz de promover a cura gay. Sem falar nas cutucadas sobre a própria polêmica que a animação foi vítima. Eles brincam com a sociedade preconceituosa e retrata o perfil dessa parte da sociedade.

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As heroínas lutam contra as injustiças, o “boy padrãozinho” e a parte que elas se transformam nas Super Drags com o bordão “é hora de montar” é hilário, sem falar a abertura com a música Highlight da Pablo Vittar é um dos pontos altos da animação. Inclusive a Pablo também dubla a cantora pop, Goldiva, diva das personagens.

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Sobre a dublagem, a série conta com as vozes-originais de Wagner Follare, Sérgio Cantú, Fernando Mendonça, Guilherme Briggs e Pablo Vittar (já citada anteriormente). Na versão americana a dublagem em inglês conta com as vozes das divas, as famosas drag queens Trixie MattelGinger MinjWillam Belli e Shangela Laquifa Wadley. Ambas participaram de temporadas do reality show Ru Paul’s Drag Race.

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O enredo é bastante enxuto, um defeito que é o muito gritante dessa primeira temporada. Eles não fazem muita questão de criar situações interessantes que possibilitem ter mais contextualização. Mas a série diverte com o excesso de bordões. Fica a cargo da Donizete – Scarlet Carmesim as melhores frases, que sem sombra de duvidas arranca muitas risadas. A animação tem 5 episódios, poderia facilmente ter tido uns 10. Então, corre lá para conferir e maratonar, cada episódio tem em média entre 22 e 25 minutos. Uma segunda temporada ainda não foi confirmada, apesar do apelo no fim do último episódio.

 

Nota: 9 Xícaras.

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