Resenha Marvel Guerra Civil 2 – Parte 2

Nerd Café 01/3/2018

Por: Antônio Teodoro (nerd_anderthal)

 

Após o desastre que aconteceu na edição anterior (não sabe do que estou falando? Corre na banca que ainda dá tempo de comprar! Já estamos abordando a número 2, amiguinho (a) era óbvio que Tony Stark não ia ficar parado, e tomou uma atitude nada pacífica em relação a Ulysses.

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Tony anda intrigado em relação às previsões do inumano e decide invadir Atillan, sequestrá-lo e estudar seus poderes, causando com isso, um incidente internacional entre uma nação de superpoderosos e os Estados Unidos, forçando a Capitã Marvel a intervir.

Antes da retaliação dos Inumanos, Carol pede a Medusa (a rainha deles) uma chance de trazer o rapaz de volta e evitar o conflito. Numa base secreta, Stark prende o rapaz, interroga-o e o tortura psicologicamente no intuito de despertar seu poder para dissecá-lo virtualmente.

Pouco depois, Carol consegue encontrá-los. Em meio a outra discussão entre a Capitã, em conjunto com vários heróis que a acompanhava, e o Homem de Ferro, Ulysses demonstra uma nova faceta do seu poder: além de prever o futuro, ele consegue projetá-lo e fazer com que outras pessoas no recinto também vivenciem a premonição. E o que todos veem é um terrível e mortal cenário onde um deles, num futuro próximo, descontrola-se e mata os demais (fica tranquilo que não vou te dar esse spoiler monstruoso!).

Todos na base decidem ir atrás desse herói, que num embate ideológico mais acalorado entres eles, é assassinado antes que a visão de Ulysses se concretize (continua calmo! Não vou te dizer quem foi!).

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É aí que Brian Michael Bendis (o autor), mais uma vez diz a que veio. É muito interessante como essa história nos conecta diretamente com a primeira mostrada no número anterior: começa com o julgamento de um vilão de quinta: Jonathan Powers, o Polichinelo, sendo defendido por Jennifer  Walters, a Mulher-Hulk.Guerra-Civil-II-1-pag-6

Na edição, apesar dos argumentos de Jennifer, o Polichinelo é condenado e pelo que entendemos, muito mais pelo que ele foi e poderia fazer do que pelo que fez. Isso é ratificado num diálogo entre a Mulher-Hulk com Maria Hill (diretora da Shield) num porta-aviões quando Walters toma conhecimento que o condenado havia sido morto por um policial ao se envolver involuntariamente numa briga na prisão:

“- Ele era reincidente. Ele iria acabar cometendo outro crime. Eles sempre cometem.”

Voltando a segunda edição, o paralelo é estabelecido quando vemos o assassino do herói sendo julgado e alegando que a visão de Ulysses ia se concretizar e por um bem maior matou um colega antes mesmo do fato acontecer.

Mais uma vez Stark, agora depondo num tribunal, questiona a moralidade de uma atitude como essa de condenar e executar pessoas antes delas sequer cometerem algum crime. Seria certo?

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O que também nos leva a pensar que na época em que saíram essas edições nos E.U.A. (o nosso nº 2 exemplar equivale ao 2 e 3 de lá) muito se falou da metáfora que Bendis estabeleceu com os movimentos contra as ações abusivas de policiais com os negros (vemos essa alegoria bem mais explícita nas novas histórias do Capitão América: Sam Wilson de Nick Spencer, mas isso é assunto para outra hora) que geraram muitos protestos há algum tempo por lá.

Mais uma vez Guerra Civil resvala em assuntos atuais (diferente da versão do cinema, a primeira falava sobre a liberdade dos indivíduos no Tio Sam pós 11 de setembro) e deixa alguns questionamentos para debatermos. E você, está acompanhando? Fala para gente o que você está achando!!!

Avaliação: 3 xícaras (de 5).

RevisãoYuri Max

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