Resenha Marvel Guerra Civil 2 – Parte 1

Colaborador 12/1/2017

Por: Antônio Teodoro (Nerd_anderthal)

 

Em 2016 aconteceu na terra do tio Sam, como de costume, “a saga do ano”: Guerra Civil II . Onde mais uma vez veremos os heróis da Marvel se dividirem diante de outro conflito ideológico que trará grandes e graves consequências (será???) ao universo em questão. Mas antes de falarmos do número um que chegou em nossas bancas neste mês, vamos discorrer um pouco sobre os protagonistas e o cenário que envolve essa grande aventura.

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Carol Danvers está sob pressão. Muita pressão! Carol Danvers, a Capitã Marvel, hoje é responsável pela linha de frente (a nova Tropa Alfa) que protegerá a Terra contra qualquer ataque intergaláctico. Além disso, também é líder dos Supremos (não confundir com a versão Ultimate dos Vingadores), uma equipe formada por: Pantera Negra, Ms. América Chavez, Marvel Azul e Spectrum (Mônica Rambeau, a primeira Capitã Marvel). Equipe que se impusera a missão de ser “a solução suprema para ameaças supremas”. Tudo o que Carol desejava era um pouco de “controle”, antecipar situações as quais poderiam impedir a destruição da Terra, da galáxia, do universo… (pausa dramática).

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Mas antes de entramos no assunto que nos propusemos a escrever, que tal conversarmos um pouco sobre Carol Danvers, a Capitã Marvel? Você já ouviu falar dela por aí, mas já leu alguma coisa sobre ela? Tá, vamos conhecer um pouco dessa personagem que será um dos grandes lançamentos do universo Marvel no cinema em breve e um dos pilares principais dessa saga. A Capitã hoje é um ícone feminino na Marvel e vem sendo “encorpada” nos quadrinhos desde 2012 quando estreou sua série solo na versão atual. Criada por Roy Thomas e Gene Colan em 1968, só na década de 70 foi associada às ideias feministas por Gerry Conway que viu a necessidade da Casa das ideias falar sobre os movimentos pelos direitos de emancipação das mulheres que aconteciam nos E.U.A. naquela década.

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Humana, como qualquer um de nós, Carol vê sua vida alterada para sempre quando é exposta a radiação Kree na explosão de uma nave que transportava Mar-Vell (o Capitão Marvel original), recombinando seu DNA com o Kree e a tornando uma híbrida superpoderosa das duas raças. Dotada de superforça, capacidade de voo, absorção e manipulação energéticas, além de invulnerabilidade e resistência a toxinas e venenos. Carol já adotou vários codinomes nas diversas fases de sua vida: Miss Marvel, Binária, Warbird e finalmente Capitã Marvel.

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Coronel da força aérea norte americana, já trabalhou na CIA, na NASA e foi até editora de uma revista feminina no grupo editorial do Daily Bugle ( sim, o nosso querido Clarim Diário). O outro pilar desse conflito é Tony Stark, o Homem de Ferro, que continua “gênio, bilionário, playboy e filantropo” e cada vez mais parecido com sua contraparte da sétima arte (Volta da pausa dramática).

Nesse cenário surge Ulysses, um inumano que prevê e vivencia o futuro. E que graças a uma premonição sua, consegue garantir a vitória de vários heróis contra um Celestial Destruidor de mundos. Quando a Capitã toma conhecimento desse fato, vê em Ulysses a solução de suas angústias. Com o rapaz ao seu lado, seria capaz de impedir catástrofes antes que as mesmas ocorressem.

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Tony discorda da linha de raciocínio de Carol por ver sérios problemas morais em impedir um acontecimento ou julgar alguém antes que o evento se concretize. Ao tomar conhecimento, por via de Ulysses, da vinda de Thanos à Terra para tentar se apoderar de um suposto Cubo Cósmico no Projeto Pegasus, Capitã Marvel reúne uma equipe para pegá-lo de surpresa e prendê-lo. Diferente da missão contra o Celestial, essa dá muito errado… tragicamente errado. E é essa tragédia que aparentemente será o estopim para a cisma dos heróis nessa nova Guerra Civil.

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Guerra Civil II é escrita por um dos maiores argumentistas da Marvel, Brian Micheal Bendis (que depois de muitos anos trabalhando lá, acaba de anunciar sua ida para a DC Comics) criador das mais respeitadas fases do Demolidor, depois de Frank Miller, além de Alias, Homem-Aranha Ultimate, Novos Vingadores, Dinastia M…) e desenhada por David Marquez (Homem-Aranha Ultimate, All New X-Men, Homem de Ferro) que nesse primeiro número (além do Marquez, temos Olivier Coipel e Jim Chueng desenhando tie-ins da história principal que desenvolvem e explicam fatos citados na narrativa central) flerta com o conto de Phillip K. Dick, Minority Report (é, ele foi adaptado para o cinema por Steven Spielberg em 2002 com Tom Cruise como protagonista. Se você não assistiu, assista! Pois é uma ficção científica “topper”!!!) E nos traz questionamentos como: Se pudéssemos evitar uma calamidade o faríamos? Custasse o que custasse? Mesmo trazendo graves consequências? E quem julgaria isso? Seria ético intervirmos em algo que não temos a certeza que ocorreria?

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No decorrer dessa saga, que já está no seu segundo número no Brasil (aguarde nossa resenha desse volume também) esperamos que Bendis e Marquez nos tragam essas respostas. E já que no cinema a Brie Larson fará a Capitã e Kevin Feige (chefão do Marvel Studios) anunciou que ela seria a personagem mais poderosa do universo heroico da Marvel, custa nada torcermos para vermos, num futuro a médio prazo pelo menos, essa “trêta” também ganhar vida nas telonas!!!

RevisãoYuri Max

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