Por que gostar de George Orwell?

Alrely 08/13/2018

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E como não gostar?

Eric Arthur Blair, mais conhecido pelo pseudônimo George Orwell. Considerado um dos melhores cronistas britânicos do século XX, escreveu ficções, artigos, resenhas, críticas e até mesmo poesia. Toda sua obra é marcada por uma inteligência sem igual, trazendo à tona injustiças sociais e até mesmo críticas mais politizadas como em seu romance A Revolução dos Bichos (1945), onde, por meio de uma sátira, expõe sua experiência com o socialismo soviético, no momento, estava trabalhando como correspondente de guerra para a BBC (British Broadcasting Corporation).  Anos depois, escreveu seu romance 1984 (1949), também uma sátira pessimista sobre a ameaça de tirania política no futuro – uma de suas obras mais conhecidas.

Curiosidade: Na juventude, estudou no Eton College, uma das mais tradicionais escolas inglesas, onde teve aulas com o escritor Aldous Huxley. Recusou uma bolsa para a universidade e volta à Índia para trabalhar na polícia imperial. Socialista assumido, lutou na Brigada Internacional em apoio ao recém-eleito governo popular em 1936.

“Havia a verdade e a inverdade, e se você se agarrasse à verdade, mesmo que o mundo inteiro o contradissesse, não estaria louco.”

Todas as suas experiências foram transformadas em sátiras romanceadas, com mais de 40 obras publicadas (entre elas livros, críticas e artigos), se tornou um dos autores mais conhecidos e aclamados do mundo. Por isso, ressalto alguns títulos:

Como morrem os pobres e outros ensaios, para Orwell, nada substituía a experiência direta da vida. E foi com base na vivência pessoal que e alguns dos textos mais representativos foram reunidos nesse livro. Na primeira seção estão os relatos e reflexões sobre sua vivência pessoal como sem-teto (breve período), colhedor boia-fria de lúpulo, presidiário e paciente de um hospital público. Em outra parte enfeixam-se seus vigorosos artigos sobre o uso da linguagem verbal no romance, na poesia, na propaganda política e no jornalismo. O leque de assuntos é bem amplo, ele fala sobre temas graves, como a hipocrisia intelectual, ao lado de assuntos mais leves e fúteis, como os trajes da elite britânica e o gosto do cidadão inglês por crimes sensacionalistas. De todos os tópicos, sejam grandes ou pequenos, Orwell extrai revelações sobre a estrutura da sociedade, as mudanças nos costumes, as transformações profundas operadas na Inglaterra e no mundo na primeira metade do século XX.

Já em 1984, publicado em 1949, trata-se de uma distopia futurista que ainda se impõe como poderosa reflexão ficcional sobre a essência nefasta de qualquer forma de poder totalitário. Muitos o leêm como uma crítica devastadora aos totalitarismos nazifascistas da Europa. Nos Estados Unidos, foi visto como uma fantasia de horror quase cômico voltada contra o comunismo da União Soviética.

A flor da Inglaterra, estamos em Londres, 1934. O poeta Gordon Comstock declara guerra ao Deus-dinheiro. Chegando aos trinta anos e maltratado pela pobreza, Gordon desiste de um bom emprego em uma agência de publicidade para se tornar vendedor de uma pequena livraria. Sempre à míngua de dinheiro, ele inicia um declínio rápido e aparentemente sem volta ao inferno da pobreza extrema e da solidão que ela acarreta. Nos quartos de pensão esquálidos que habita, bem como por toda parte do mundinho medíocre da classe média baixa, Gordon topa a todo instante com uma planta doméstica que ele elege símbolo dessa ordem injusta, vazia e massacrante – a aspidistra”. Nota: ‘Flor da Inglaterra’ já foi publicado no Brasil anteriormente sob os títulos ‘Mantenha o Sistema‘ e ‘Moinhos de Vento‘.

E então? Vocês já leram alguma obra dele? Me conta o que achou!!!

Até a próxima.

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