Mirror, Mirror – Cara Delevingne

Alrely 01/22/2018

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Lançado com o título ‘Jogo de Espelhos’ pela editora Intrínseca, o romance de estréia da Cara Delevingne conta a história de quatro adolescentes, com vidas extremamente conturbadas, transtornos emocionais, crises de identidade e mostra como as mídias sociais influenciam na vida dos jovens atualmente. Red tem um pai ausente e uma mãe alcoólatra (muitos acham que faz uma analogia à mãe da autora, que passou pelo mesmo problema). Léo tem um irmão que está na prisão, Rose usa drogas e sexo para mascarar alguns traumas e Naomi se esconde por trás de perucas e maquiagem pesada. O que eles tem em comum? Nada! Vidas completamente distintas.

“O problema do alcoolismo, dependência e depressão é que você não pode odiar a pessoa por ser quem é, pode odiar a doença por trás disso”.

Tudo acontece pelo fato de terem que formar uma banda ‘Mirror, Mirror’, vendo consequente um novo ciclo de amizades se formando, mas com o desaparecimento de Naomi uma rachadura nessa aliança é exposta e o restante da banda tenta descobrir o que aconteceu com a amiga que está entre a vida e a morte. Toda essa investigação traz à tona segredos obscuros de cada um, fazendo questioná-los quem realmente são e como o mundo os vêem.

Em entrevista para o ‘The Edit’, a modelo/atriz/escritora conta que na escola não se sentia suficientemente boa em comparação ao restante dos alunos. Ao escrever seu primeiro trabalho literário, Delevingne queria dizer para a geração atual que tudo vai ficar bem. “Eu queria poder me dar um abraço. Gostaria de saber que eu ainda estava lá em algum lugar, que eu não era o meu pior inimigo, que não estava preso”, conta. Por nascer numa família privilegiada financeiramente, as pessoas não entendiam esse deslocamento que ela sentia, foi quando passou a se odiar, mesmo tentando conversar diversas vezes com amigos e familiares. No livro ela mostra esse sentimento de autoaversão dos adolescentes e o negligenciamento dos pais, apesar que ela afirma amar os seus incontestavelmente.

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A modelo se tornou bastante influente por sua atitude e personalidade marcantes, mostrando que sua voz é mais forte que sua aparência e que seu novo trabalho/projeto (que venham vários livros por aí…) são mais relevantes que uma campanha ou filme, porque apesar de se tratar de uma ficção, pode estar relatando a realidade de vários jovens com mentes atribuladas ao redor do mundo.

Nota: Ela liderou campanhas para Chanel, Burberry e Saint Laurent antes de ir para as telas de cinema, marcando o papel da vilã de Esquadrão Suicida do ano passado, sendo a líder do filme da adaptação de John Green – Cidades de Papel, e a cobiçada parte de Laureline no blockbuster de ficção científica de Luc Besson, Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (para a qual gravou uma música na trilha sonora também).

Vale muito a pena conferir o trabalho da modelo!

Revisão:Yuri Max

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