Fala Sério, Mãe! – Crítica

Hévila Mendes 12/21/2017

Olá, meu povo!!!

Lhes trago hoje a crítica do filme: Fala Sério, Mãe! 

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Sabe aquela mãezona que é super companheira e por isso mesmo não hesita em pagar mico? E tem ideia de como é uma mãe dessas com a primeira filha? Pois essa é a Ângela Cristina em sua relação com Maria de Lourdes, ou melhor, a Malu. Vividas por Ingrid Guimarães e Larissa Manoela, respectivamente, as personagens são as protagonistas de “Fala Sério, Mãe!”, longa-metragem baseado no best-seller de Thalita Rebouças, que estreia dia 28 de dezembro nos cinemas.

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A comédia retrata duas perspectivas: A mãe ansiosa com sua primeira filha e de uma filha mais velha sobrevivendo ao senso super protetor de sua mãe.

O longa é incrível! PONTO!

Possa ser que a princípio você ache um filme bobo para adolescente por conta da presença da Larissa Manoela, mas acredite quando eu digo: o filme é muito bem roteirizado e equilibrado.

As cenas de humor, conectadas aos problemas do cotidiano de uma família, mostram que a relação mãe x filha vai do conflito à amizade, em uma intensa relação de cumplicidade. Os micos que Malu passa devido a sua protetora Mãe são impagavelmente engraçados, mas os conflitos familiares são impactantes. Imagine na mesma cena em que você chora de ri com a atuação natural de Ingrid, é trazido também o sentimento de angústia e tristeza de conflitos familiares. A química entre as protagonistas é natural e espontânea, ao ponto de parecer que tudo foi improvisado, as dosagens de emoção e humor unidos com essa relação de mãe e filha é a aposta certa para que o filme funcione.

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Outro ponto forte é a trilha sonora do filme. Cada cena, transição de tempo ou de abordagem retratada, tinha uma música que se encaixava como a peça que estava faltando. Pois nada como uma boa música para retratar o que você está sentido no momento, não é mesmo? A direção de Pedro Vasconcelos mostra a dedicação de trazer exatamente o que a escritora Thalita Rebouças retrata em seu livro. A liberdade de atuação proporciona ao telespectador visualizar de forma pura, singela e verdadeira o retrato de uma família, sem distinção, sem família mosaico.

“Todo mundo tem uma mãe, todo mundo é filho. Então acho que isso de alguma forma nos remete a uma história muito bonita que é a história de todos nós.”

(Pedro Vasconcelos)

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Nem tudo são flores nesse filme, ok Larissa e Ingrid funcionam sim! Mas o grande problema é a adição de personagens sem nenhum propósito ou pelo menos uma falazinha para dar aquele UP. E eu não estou falando das participações especiais de Paulo Gustavo e Fábio Júnior não, que apesar do pouco tempo em tela, protagonizam duas cenas de rachar de ri ou de vergonha alheia (SEM OR, foi muita vergonha alheia dentro de um filme só kkk).

Sei que o filme é centrado nas protagonistas, mas poxa… custava dá uma importância maior para os irmãos de Malu (que até agora não sei o nome deles). João Guilherme interpreta o sem sal do crush, Marcelo Laham como pai de Malu e marido de Ângela até tenta mas com o roteiro voltado para as protagonistas o deixa apagado até demais (Eu acho que a ideia funciona, porque sabemos que alguns pais são apenas para a diversão porque os pepinos sempre ficam com a mãe).

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No mais, o filme cumpre tudo que promete e é construído de uma relação que vai se invertendo ao longo dos anos. Os conflitos, as abordagens, as vergonhas alheias e até alguns momentos de identificação pessoal fazem da comédia familiar “Fala Sério, Mãe!” ser o melhor (disparado) trabalho da Larissa Manoela e mais um sucesso para a talentosa Ingrid Guimarães.

Nota: 8 xícaras de café.

Informações complementares: O roteiro é assinado por Ingrid Guimarães, Paulo Cursino e Dostoiewski Champagnatte, com a colaboração de Thalita Rebouças e Pedro Vasconcelos, que assina a direção. No elenco, Marcelo Laham (Armando), João Guilherme Avila (Nando) e Cristina Pereira (Dona Fátima). O longa tem ainda as participações especiais de Paulo Gustavo e Fábio Jr. A Camisa Listrada assina a produção, numa coprodução com a Fox International Productions, Telecine, Globo Filmes e Focus Entretenimento, com distribuição da Downtown Filmes/Paris Filmes.

RevisãoYuri Max

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