Estamos exagerando com a exigência do “fanservice”!

Penelope Guimaraes 07/26/2017

Referências, Referências, Referências!!!
“Sou fã e quero service!”
Por que os fãs se importam tanto com referências?

 

Esta é, sem sombra de dúvidas, a melhor época para os amantes de super heróis! Jogos, animações, série, filmes e tudo mais relacionado ao mundo pop está sendo feito em larga e ampla escala. Os fãs acompanham meticulosamente todos os detalhes, desde as ideias iniciais até o início das produções, as formas de divulgação, escala de atores, direção e roteiro. E são exigentes! Todos são críticos e quase nunca estão a procura de elevar reputação da produção. O “fanservice” está em um nível cada vez mais impossível de ser alcançado.

 

Mas, por quê? Ora, queremos que os nossos heróis sejam bem representados nas telas, afinal, é nosso sonho de infância. Porém, não é a primeira (nem será a última, assim esperamos) que os grandes heróis dos quadrinhos são interpretados fora das páginas das revistas. Adaptação de literaturas, sejam romance ou quadrinhos, não é novidade. Desde antes dos anos 60, com a popularização da televisão, a possibilidade de ver nossos personagens preferidos fora de nossa imaginação, de forma concreta e tão próxima era fantástica!

 

Então uma enxurrada de produções baseadas em heróis dos quadrinhos começou a aparecer. Podemos ver séries para TV como The Adventure of Superman, Batman, Capitão América, O Incrível Hulk, Homem Aranha, dentre outras, dar vida aos heróis mais legais de todos e hoje são considerados clássicos e importantes para a história dos super heróis.

 

E finalmente, em 1978, o primeiro filme para cinema sobre o maior super herói da terra apareceu: Superman. Era fantástico ver o Superman voando nos céus! O filme foi um sucesso e rendeu uma franquia, e depois de Batman (1989), de Tim Burton, trazendo todo o clima sombrio de Gotham, as produções estouraram. A Marvel entrou no universo cinematográfico um pouco mais tarde com os X-men e logo inovou com o Universo compartilhado com o primeiro filme do Homem de Ferro, pretendendo seguir o estilo dos quadrinhos e fazer crossovers. Assim começamos a requerer mais severamente as tão famosas referências. Toda essa tempestade de super-heróis nos cinemas fez com que o público ficasse cada vez mais exigente em relação adaptações e isso provoca uma enorme preocupação nos produtores em agradar sua audiência. Mas parece que nunca está bom…

 

Quando crianças assistem a um filme de herói, ela vai ao cinema esperando ver ação, histórias fantasiosas e mais uma oportunidade de poder ver sua imaginação se transformar na grande tela. Hoje, o que parece estranho, mal feito ou até mesmo ridículo era mais uma oportunidade de ter mais um pouco do nosso personagem favorito e do mundo que acompanhamos com tanto fulgor em um pedaço de papel.

 

Não era limitado à seguir padrão de alguma linha temporal ou cronologia de alguma saga memorável. Era apenas o momento de aproveitar mais uma história. Ver seus heróis fora das páginas das revistas era a coisa mais incrível que podia existir. Mas essas histórias eram fiéis aos quadrinhos? Quem se importava? Todos queriam apenas ver mais aventuras dos heróis. Além disso, os quadrinhos ganharam muito com as produções para televisão e cinema, e ofereceram aos quadrinhos elementos e até mesmo personagens novos (com o grande exemplo de Arlequina, criada para a série animada, e a Batcaverna, que existia apenas no seriado da TV), ampliando o universo dos heróis.

 

 

E é exatamente isto que está faltando para nós, amantes de super heróis, nessa grande Era em que nos encontramos. Há tanto para se aproveitar, um mundo incrivelmente gingante e mágico com nossos personagens preferidos, porém estamos perdendo tempo procurando motivos para desgostar e denegrir as produções, muitas vezes por detalhes absurdamente insignificantes. Tudo que temos que fazer agora é resgatar aquela criança feliz com uma simples revistinha nas mãos que deve existir dentro de nós e apenas usufruir, entender que o universo cinematográfico é mais uma realidade para adicionar e não para reproduzir.

 

 

Será mais incrível se pudermos internalizar essa ideia e deixar de procurar motivos para inferiorizar as produções e nem provocar rivalidades para definir qual é melhor. É claro que não podemos elogiar nem aceitar histórias ruins ou feitas de qualquer jeito, mas não ajuda se nós as transformamos em histórias ruins ao procurar motivos e problemas para fazer uma crítica destrutiva. Ao em vez disso, seria melhor procurarmos as partes positivas e nos deleitarmos com a oportunidade de viver essa época.

 
Feliz Era de Ouro dos Heróis!!!

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