Crítica The Innocents (Os Inocentes) – 1ª temporada

Thais Costa 08/30/2018

A Netflix estreou recentemente a sua mais nova série The Innocents (Os Inocentes), criada por Hania Elkington e Simon Duric, a série britânica é um suspense sobrenatural, pegando um embalo em The OA e Dark, mas com uma pegada mais simples e que cativa facilmente.

 

A trama gira em torno da June McDaniel (Sorcha Groundsell), uma adolescente que vive em um pacato vilarejo no Reino Unido, criada de uma forma super protetora pelo pai, June resolve fugir com o primeiro amor da sua vida Harry (Percelle Ascott) e juntos começam a viver uma grande aventura. O que eles não contavam é que rapidamente, June descobre uma habilidade que herdou da sua mãe, que é sofrer metamorfose, no qual assume a forma de outra pessoa. A partir daí a vida deles vira de cabeça para baixo, ao mesmo tempo que seus pais começam uma busca alucinada pelos jovens.

 

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Essa metamorfose ou shapeshifting é feita de uma maneira bem interessante, um dos pontos altos da série, são esses momentos de transformação da protagonista em outros personagens da série, no começo leva um tempo para ser compreendida toda a dinâmica que é envolvida, mas aos poucos a série faz questão de explicar para você quem é quem, o que fica um pouco cansativo às vezes. Aos poucos o público vai se conectando com toda a história e compreendendo a importância da metamorfose na trama.

 

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O roteiro peca em alguns momentos, por jogar certos enredos sem querer explicar tanto, como o caso do pai do Harry, que até hoje não se recuperou de um acontecimento do passado, e que começa a irritar um pouco a forma como levam essa narrativa, porque você já imagina o que de fato aconteceu, mas eles só fazem questão de mostrar nos últimos episódios e você diz: “- ta vendo, era isso mesmo!” Podia ter sido explicado no começo da série e não iria fazer muita diferença. Mas ao mesmo tempo que a trama é lenta, acerta em alguns detalhes como as vivências fora de casa do casal protagonista, que é bem shippavel por sinal. Eles têm carisma e atuam bem. É aquele romance proibido, mas que ao mesmo tempo não é chato, e você até começa a torcer por eles.

 

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Os personagens são bem apresentados, além da June existe outras personagens que sofrem a metamorfose incluindo sua mãe Elena (Laura Birn). Além delas, se destaca o misterioso Dr. Ben Halvorson (Guy Pearce) que construiu um santuário para hospedar e estudar as pessoas que possuem essa habilidade, e fazê-las se controlar.  A princípio a série nos desvia do foco principal dele, o que nos faz desconfiar das suas intenções a temporada inteira, para só no fim mostrar uma motivação que não foi tão convincente. Porém, o universo construído pela série faz o público se interessar cada vez mais, para ver o desfecho dessa temporada.

 

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A trama vai ficando instigante e a dinâmica dos episódios são boas, é meio cansativo maratonar, assistir aos poucos é melhor para não cansar das personagens, não pelo fato delas serem chatas, mas pela complexidade de cada um e de seus dramas familiares.

 

Sobre a parte técnica, a fotografia é excelente, a série explora cenários lindos e naturais passeando pelo Reino unido e a Noruega, despertando a nossa vontade de ir para a primeira floresta mais próxima! E sim, a trilha sonora é bem presente e importante nessa série, é o que impulsiona os momentos leves da trama, com nomes bem atuais, como: Sigur Rós, Lykke Li, Bem Howard entre outros. E combina bem com o casal adolescente e os lugares por onde eles estão transitando.

 

Ao longo da temporada, vamos entendendo cada vez mais a evolução da metamorfose da June e as consequências. Numa season finale cheia de reviravoltas e um gancho chocante para uma futura próxima temporada, Os Inocentes parece que vai ser um novo hit de sucesso do catalogo da Netflix e tem seus méritos para isso. Uma segunda temporada ainda não foi confirmada pelo serviço de streaming. A primeira temporada possui 8 episódios.

 

Nota: 7 Xícaras.

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