Chegamos ao fim – Vingadores: Guerra Infinita (sem spoiler)

Matheus Albuquerque 04/30/2018

Por: Matheus Albuquerque

Em Abril de 2008 o universo cinematográfico da Marvel iniciava. “Homem de Ferro”, de Jon Favreau, abriu as portas para outros 17 filmes que viriam até chegar ao ponto onde tudo iria colidir, quase como um efeito borboleta cinematográfico. Na época, nós fãs, não imaginávamos onde essa história iria chegar.

 

Muitos cresceram vendo esse universo ser contado nas telonas, enquanto que outros resgatavam uma nostalgia de sentimentos vividos na infância ao ler a nova edição da HQ dos Vingadores. A equipe criada pela dupla Stan Lee e Jack Kirby se tornaria a maior equipe de Super-heróis que o cinema já viu. Nas telonas, enfrentariam muitos vilões, juntos ou separados em seus filmes solo, mas nenhum deles era o “Final Boss”. A anunciação deste grande vilão que estava por vir se deu em 2012 com o grandioso “The Avengers” de Josh Whedon. Thanos, o Titã louco, apareceu na cena pós-crédito, se mostrando o maestro dos acontecimentos do primeiro filme da equipe. A partir deste ponto, todos os roteiros do Marvel Studios, orbitariam ao redor de Thanos e sua caçada pelas Joias do Infinito, até culminar em Guerra Infinita.

 

O Filme não esconde sua pretensão de ser grandioso desde a primeira cena. Joe e Anthony Russo estavam com uma tarefa árdua nas mãos, dirigir um filme com mais de 25 Heróis da Marvel Comics, e entregaram a missão com louvor. A montagem do filme dá ritmo para o longa se preocupando com o momento certo de apresentar seus núcleos em separado e a colisão entre cada um deles. A fotografia do filme surpreende nas cenas no espaço mas mantem seu padrão tratando-se de terra, sem se arriscar muito, principalmente em diálogos que precedem a ação, onde plano e contra plano são usados de forma óbvia. Já o roteiro, esse merece espaço especial entre esta crítica. Stephen McFeely e Christopher Marcus escreveram o roteiro mais denso deles no estúdio.

 

O protagonista desse filme, escrito pela dupla, não foi o Tony Stark, muito menos o Steve Rogers, ou qualquer outro Vingador. A estrela do filme é Thanos, que possui um dos melhores arcos de vilões de super-herói do cinema. A dualidade na sua concepção de certo e errado, sua forma de sentir e expressar sentimentos, excedem a figura clássica de um antagonista que quer dominar o universo apenas por poder. Thanos tem propósito, que muitas vezes nos faz questionar se ele está realmente do lado a ser combatido. As camadas do personagem vão sendo fatiadas cena-a-cena até restar sua clara visão de como o universo deve ser. Trazendo para os fãs sequencias inesquecíveis do grande Titã e de quem contracena com ele. E é nesse ponto que a Marvel acerta em guerra infinita.

 

 

O maior tempo de tela é para Josh Brolin que passa realidade ao interpretar o vilão, feito por CGI mas sem incomodar. Os efeitos visuais são muito orgânicos neste filme, isso nos ajuda a sentir os impactos de cada acontecimento por sentimos que são quase que reais. E como a estrela maior é o Thanos, cada herói está em sua órbita tendo seu tempo de tela necessário. Alguns dos mais de 25 heróis são de fato esquecidos e servem apenas como peões no campo de xadrez, esse é um dos pontos fracos do roteiro, mas que é entendível por conta do volume de personagens.

 

Alguns atores como Zoë Saldaña e Tom Holand brilham em meio aos demais em cenas marcantes e icônicas que serão sempre lembradas no MCU. Além do longa dar à alguns personagens uma evolução natural como heróis em suas próprias narrativas.

 

Em relação à Ordem Negra, muitos não chegam nem a ter linha de diálogo, destacando-se penas o Fauce de Ébano que merecia um filme vilanizado só por ele de tão bom.

 

O núcleo mais fraco é o da Feiticeira Escarlate e Visão que é prejudicado por dois fatores: Atuação da Elisabeth Olsen deixa a desejar, principalmente quando contracena com o Paul Bettany em sua forma humana, deixando visível na tela a diferença entre ambos os atores e a artificialidade das expressões da atriz, que não convence nem emociona quando deveria o fazer. E em segundo ponto, a Marvel mostra que mais uma vez não consegue dimensionar de forma coerente o poder dos seus heróis. Tal falta de coerência é aceitável entre filmes diferentes no estúdio, contudo, aqui, você terá uma Feiticeira Escarlate que não consegue ajudar muito em alguns momentos, e em outros, uma SUPER PODEROSA heroína, o que acaba destoando na narrativa.

 

No mais o filme é justo como deve ser, entrega um final fantástico além de ser um ápice digno para uma espera de 10 anos. Esperamos ansiosamente o próximo vingadores que sairá no próximo ano.

 

9/10 Xicaras.

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