Chegamos ao fim – Os Farofeiros

Nerd Café 02/28/2018

Por: Laly Alrely

 

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Como todos sabem, brasileiro tem um fato incrível pra comédia, e dessa vez não foi diferente. Além disso, mostra de um jeito leve a pior crise econômica dos últimos vinte anos e como afeta nossos relacionamentos pessoais e financeiros.

O diretor Roberto Santucci, que já tem experiência no cinema cômico, traz em Os Farofeiros um enredo que nos diverte do começo ao fim, independente de classes sociais. As piadas são muito bem encaixadas, não são pesadas e de um jeito simples para ser de melhor entendimento. Tudo começa na volta às aulas, quando a professora do primário pede pra Fabinho ler sua redação sobre as férias. Apreensivo, o menino fica de pé e da início à leitura contando que aquelas foram as piores férias de sua vida. Começando com seu pai, um funcionário exemplar, Alexandre trabalha na Samepal e descobre que sua superior vai ser transferida, logo ele ocupará o cargo, mas não pode contar a ninguém até o ano seguinte. Mas, é feriado de réveillon, então faltam poucos dias.
Um de seus colegas de firma, o Lima, o convida pra dividir o aluguel de uma bela casa de praia durante o feriado, mas o convite é recusado pois a família já iria para Búzios. Ao ligar para sua esposa, Renata, descobre que foram “barrados” da confraternização por conta de um pequeno incidente entre Renata e o cunhado. Sendo assim, Alexandre aceita a proposta do colega e sua bela casa rústica.
Alexandre, Lima, Diguinho e Rocha juntam suas famílias e pegam a estrada, destino? Maringuaba!
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Quando chegam, após horas no engarrafamento, percebem que a casa é bem diferente da proposta inicial: o portão está caindo aos pedaços, não tem ar-condicionado, a poeira já faz parte dos móveis, a piscina é tão limpa quanto o esgoto e a praia fica muito longe, mas muito longe mesmo!
Aos trancos e barrancos as quatro famílias se difundem em muita risada, fofoca e confusão.
Lima, interpretado por Maurício Manfrini (o Paulinho Gogó), é o típico farofeiros, pra ele nunca tem tempo ruim principalmente quando está acompanhado por sua bela Jussara, interpretada por Cacau Protásio que se revelou uma comediante e atriz incríveis (quem nunca riu litros com a Tetê do vai que cola?).
Rocha, interpretado por Charles Paraventi (o professor Afrânio de Malhação lá em 2004) é o puxa-saco machista, caso com a simples e grávida Vanete, quem faz é a atriz Elisa Pinheiro, que não tem a pegada cômica, mas se faz essencial para o desfecho da trama.
Alexandre, por sua vez interpretado por Antônio Fragoso, é um homem simples, pacato, exemplar, casado com a histérica Renata, interpretada por Daniele Winits, que diga-se de passagem tem um lado engraçado por toda maluquice.
Por fim, Diguinho, por Nilton Bicudo, é o recém solteiro ainda sofrendo por sua separação mas curtindo a vida ao lado da atual, jovem, malhada e atraente namorada, Elen, interpretada por Aline Riscado (Itaipava).
Esses quatro casais juntos formam o que eu chamo de família. Tem seu lado ruim, as fofocas, as brigas. Eu ouvi uma vez o seguinte ditado: “quando uma família pára de falar mal uns dos outros é porque já não existe mais família”; e tem o seu lado bom, o companheirismo, a amizade, que prevaleceu no finalzinho quando ocorre o tão esperado e assustador corte de pessoal na Samepal.
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Assista! Vale a pena ir com toda sua família ao cinema. Rir juntos de todas as confusões que se assemelham ao que já passamos. Quem nunca deu uma de farofeiros não sabe o que tá perdendo.
Eu sou muito boba pra rir, e amei o filme, por isso minha nota:
Nota: 10 xícaras.
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