Chegamos ao fim – Mulher Maravilha

Rafael Melo 05/31/2017

Chegamos ao fim de Mulher Maravilha! Inspiração, esperança e a prova que as vezes um arroz com feijão bem feito pode ser muito gostoso.

 

O filme dirigido por Patty Jenkins estrelado por Gal Gadot finalmente estreou, com uma responsabilidade grande em cima das costas depois dos sucessivos erros da Warner o longa opta por ser mais contido, em um roteiro simples, porém bem executado, um feijão com arroz bem feito. E bota bem feito nisso, viu?

 

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Simplicidade era tudo que a DC estava precisando, não falo que o longa é simplório, feito de qualquer jeito, digo que ele não tem a megalomania dos seus anteriores, ele não se preocupa em alcançar ninguém, em deixar gancho pra ninguém, ele se preocupa com a sua história e com seus personagens. Ponto para a DC!

 

O visual é lindo, as primeiras cenas em Themyscira com as Amazonas são incríveis, aliás queria ter visto mais disso no filme, o treinamento, as coreografias de luta são um espetáculo a parte, lembra muito os 300 de Esparta (dirigido pelo Snyder). O contraste de cores de Themyscira cheia de cores vivas, um visual rico com uma Londres desgastada, sombria, triste é algo muito significativo e mostra um cuidado da direção em passar a mensagem do longa.

 

elaGal Gadot nasceu para ser a Mulher Maravilha, o carisma dessa mulher é absurdo (chupa haters)! Ela traz uma leveza a personagem, nas cenas em que deve demonstrar a inocência de alguém que está conhecendo o mundo ela é pura, cheia de trejeitos sutis, fala com um olhar, um gesto. Já nas cenas de batalha, coloca a guerreira para fora, range os dentes e parte pra porrada colocando os marmanjos no chinelo.

 

Aliás, se você estava preocupado que ela fosse sexualizada, esquece. Isso não ocorre, pelo contrário, o filme trata sobre representatividade feminina com uma sutiliza que só uma mulher na direção poderia fazer. Aqui temos, finalmente, uma super heroína forte, inspiradora, carismática, Diana é tudo que o Superman deveria ter sido neste universo da DC no cinemas e, para mim, hoje é a principal figura da DC nos cinemas.

 

steveO filme traz os dois melhores personagens do universo DC até aqui: Diana e Steve Trevor. A química entre os dois funciona muito, é a mola do filme. O contraste de mundos é evidente e tratado de maneira muito divertida, Chris Pine é um ator muito bom e mais uma vez prova isso.

 

 

Fazia tempo que não saia do cinema com uma trilha sonora tão marcante martelando na minha cabeça, desde de Pacific Rim eu não sinto essa sensação. A direção de Jenkins é boa, pecando apenas nos enquadramentos de algumas cenas e a montagem e edição do filme finalmente acertam (até que enfim) e não há furos grotescos de roteiro.

 

 

Mas nem tudo são flores, o filme peca em um  problema que parece ser crônico nesse universo que é a megalomania no terceiro ato. Muito destoante dos anteriores e com um CGI muito pesado que mais uma vez te faz sair da imersão da história, o clímax do longa sai prejudicado, não existe a catarse. Porém, ao contrário de BvS, o roteiro aqui foi bem construído  e esse problema não faz o filme se perder

 

Sem um clímax que faça jus ao filme, mas com personagens cativantes, roteiro bem amarrado, visual magnífico e lutas fantásticas, Mulher Maravilha pode não estar ainda no nível máximo que pode ser alcançado pela DC, mas com certeza é tudo que ela precisava nesse momento. Um dos melhores filmes de origem feitos até aqui e também um dos mais inspiradores.

 

 

Nota: 8.3  xícaras

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