Chegamos ao Fim: Círculo de Fogo – A Revolta

Jaderson Henrique 04/2/2018

Sem Del Toro na direção Círculo de Fogo – A Revolta decepciona com narrativa fraca e confusa.

 

Em 2013 fomos todos surpreendidos com o primeiro filme que Círculo de Fogo. Sobe a direção do, agora Oscarizado, Guillermo Del Toro o filme propunha que num futuro diatópico uma raça de alienígenas gigantes chamados de Kaiju, através de uma fenda dimensional dentro do oceano começou uma invasão a terra e para isso a humanos criaram robôs gigantes chamados de Jaegers para combatê-los.

 

Del Toro

 

Até ai nada de novo, mas o brilhantismo com que a história é contada que faz toda a diferença. Em primeiro lugar, o Del Toro além de um grande diretor é um amante dos monstros e o filme foi todo concebido com a ideia de homenagear os filmes clássicos de monstros gigantes. Com todos os elementos que fazem parte do imaginário popular dos filmes chineses da época. No entanto o Del Toro, foi fazer A forma da Água e ficou apenas como produtor dessa continuação e é ai que está o problema.

 

Dez anos após os acontecimentos do primeiro filme, a terra é novamente invadida pelos Kaijus e uma nova geração de pilotos de Jaegers é convocada para derrotá-los. A direção fica com o diretor Steven DeKnight, e esse é o primeiro trabalho dele para o cinema, antes ele só havia dirigido algumas séries para a TV. Apesar da falta de experiência ele consegue divertir, ele não faz nada extraordinário, mas consegue sem sobra de dúvidas fazer um trabalho que o Michael Bay não conseguiu fazer em cinco filmes.

 

jagers

 

Acontece que o filme se perde na tentativa de criar um roteiro mais elaborado cheio de plot twists o que torna tudo uma bagunça. Várias novas histórias são apresentadas mas, nada é desenvolvido, tudo é muito genérico no filme. Apesar do primeiro ter sido um sucesso mas, o filme é muito auto referente, trata o primeiro filme como grande clássico a ser lembrado a todo monto. É possível perceber que a ideia era de fato dar um passo a mais na franquia, com novos elementos, novas ideias, novos personagens, mas na prática isso não acontece.

 

Apesar de todo o carisma do John Boyega, fica difícil se ligar aos personagens. No primeiro filme você se importava com os personagens aqui o Boyega, faz o filho do personagem do Idris Elba no primeiro e ele leva o filme todos nas costas. A Cailee Spaeny é a que mais se aproxima de um desenvolvimento de personagem, mas o restante do elenco é perfeitamente esquecível.

 

Os efeitos são bem utilizados mas, parece que os robôs perderam o peso, eles são mais leves e ágeis agora, existe uma sequência legal de ver onde acompanhamos uma invasão e a câmera passeia sempre com a personagem da Cailee Spaeny em primeiro plano mas mostrando a destruição por trás dela. A trilha sonora evoca a trilha do primeiro e não apresenta nenhuma musica que se destaque.

 

Círculo de Fogo – A revolta é uma típica continuação ambiciosa que se perde em sua própria tentativa de ser grandiosa e alto referente. Um filme que tem diversas ideias legais mas que não são trabalhadas. Provando que um bom diretor pode fazer a diferença no resultado final de um filme e que para referenciar os supersentai é preciso de uma certa dose de amor pelo gênero para não acabar como um episódio de Power Rangers.

 

Nota: 5 xícaras

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