Atypical (2ª temporada) – Crítica.

Thais Costa 10/3/2018

Estreou recentemente a mais nova temporada de Atypical, série da Netflix que conta a vida de Sam (Keir Gilchrist), um garoto que vive dentro do espectro do autismo. A verdade é que já estávamos com saudade não só de Sam, mas de toda sua família. Eles são cativantes e a série continua emocionante e envolvente.

Já adianto que a segunda temporada tem mais episódios (10) do que a primeira (08), mas ainda sim a qualidade não cai. O roteiro continua dinâmico e cheio de aventuras para a vida de Sam, assim como seus relacionamentos de amizade e amorosos e os problemas familiares. Os personagens são abordados com mais profundidade.

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A série retoma do ponto onde foi finalizada a primeira temporada, na descoberta da traição da mãe de Sam, Elsa (Jeniffer Jason Leigh), e o que essa atitude acarretou para família trazendo consequências pertinentes. Também acompanhamos Casey (Brigette Lundy-Paine) na nova escola, com novas amizades vivendo um outro momento da sua vida. A narrativa continua focada em Sam, obvio, mas mostrando um pouco mais de como cada um está lidando com a mudança em sua rotina.

Nessa temporada vimos Sam lidando com o desafio de frequentar a escola sem a presença de Casey, que esteve ali sempre ao seu lado protegendo e cuidando dele. Além disso, o relacionamento dele com Paige (Jenna Boyd) vai ficando cada vez mais engraçado a cada episódio. Paige é aquela personagem que irrita e consegue ser fofa ao mesmo tempo. Acompanhamos a rotina de Sam na busca de um novo terapeuta depois do que houve com a Julia (Amy Okuda), e ele acaba conhecendo um grupo para autistas em sua própria escola, que o faz cada vez mais interagir e se desenvolver.

Sam está terminando o ensino médio, se formando e pensando em ingressar em uma faculdade, assunto que tirou o chão de Elsa, mas que prontamente ela apoiou o filho como fez a vida toda. A verdade é que nessa temporada foi explorada várias possibilidades de Sam ter independência em vários aspectos, desde ter uma conta no banco, a pensar em morar sozinho em outra cidade e fazer o curso que deseja.

A série dá uma pincelada em como é conviver com uma pessoa que tem autismo, ao mesmo tempo que mostra uma realidade que seria linda se no mundo real fosse dessa forma, contrastando com as dificuldades que são encontradas todos os dias.

Nessa temporada Sam está decidido a ser independente e sua família mostra a todo momento, que vai estar para ele e por ele, haja o que houver. É lindo de se ver, algumas cenas chegam a emocionar. Casey continua sendo a irmã que cuida e defende o irmão de tudo e todos, e que às vezes abdica da sua vida para socorrer o irmão em seus momentos difíceis.
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Além disso, vimos os pais de Sam tentando conviver, e ele lida com isso bem mais fácil do que Casey. Por falar nela, ela é um ponto forte nessa temporada, o seu relacionamento fofo com Ewan (Graham Rodges) avança ao mesmo tempo que ela começa a despertar sentimentos pela nova amiga Izzie.

A série é muito bem estruturada, com episódios que você nem nota a duração e que não são cansativos. Dá para assistir 4 ou 5 episódios seguidos. A série é sensível e engraçada. A abordagem é feita de uma maneira bem simples o que a torna  inclusiva. Se o recado era informar sobre o autismo e como uma pessoa que está dentro do espectro pode conviver normalmente como qualquer outra, o recado foi dado, sem forçação ou malabarismos. Como deveria ser tratada normalmente.

O ator que interpreta Sam (Keir Gilchrist) continua com sua atuação impecável, assim como a Brigette Lundy-Paine, que interpreta a Casey. Eles passam muita verdade e transmite uma sensibilidade indescritível. Uma terceira temporada ainda não foi confirmada, mas a criadora da série Robia Rashid afirmou que já possui a história completa da terceira temporada.

 

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